terça-feira, dezembro 05, 2006
sexta-feira, novembro 10, 2006
Papelão na areia
E parece que não foi só a areia a estar quente. No final do jogo, que foi ganho pelos uruguaios por 2-1, com os dois golos a serem marcados no ultimo minuto, a temperatura subiu e de que maneira, tendo terminado tudo à pancada, primeiro entre os jogadores de ambos os países, depois entre os argentinos e os seguranças brasileiros.
Tudo começou quando um jogador uruguaio não devolveu a bola ao adversário após uma paragem de jogo para assistência de um argentino, optando pelo remate e forçando o guarda redes adversário a cometer falta de que resultaria o primeiro golo.
Como logo a seguir os uruguaios marcaram o golo da vitória, os ânimos exaltaram-se e o resultado foi a batalha campal que já referi.
Sublinho o gesto pouco desportivo do jogador uruguaio e a reacção dos meios de imprensa argentinos, que clamam contra o que consideram uma atitude ignóbil.
Presumo que em oposição a isto:

quarta-feira, novembro 08, 2006
Admiração, ou talvez não
Curiosamente, também no caso argentino a implementação da fábrica seria nas margens do rio uruguai, facto que levanta as principais contestações do governo de Buenos Aires ao projecto do vizinho do outro lado do rio.
Confusos? Não fiquem, é apenas o comportamento normal dos argentinos!
terça-feira, novembro 07, 2006
segunda-feira, novembro 06, 2006
Futebol de praia
Uruguai e Portugal encontraram-se no 1º jogo do seu grupo, tendo a vitória sorrido a Portugal por 5-4.
Corrupção
O Uruguai ocupa a 28ª posição, contra a 20ª do Chile e a 26ª de Portugal.
Não há dúvida que, tendo em atenção os indicadores regionais, estes dois paises estão muito à frente dos vizinhos de continente nesta área.
domingo, novembro 05, 2006
De visita a Colónia del Sacramento
A visita será amanhã e passará certamente pela Puerta de la Ciudadela, pela Calle de los Suspiros, pelo Museu Português e pela Igreja Matriz, na Calle Portugal, que é a mais antiga do Uruguai.Como prometi há muito tempo, ainda chegará o dia em que darei o relevo merecido a tudo o que tem que ver com esta cidade, que foi a unica fundada pelos portugueses no Rio de la Plata.
Infelizmente por doença da Gabriela, não me foi possível passar por lá há uma semana, quando estivemos de férias no país, pelo que o trabalho de imagem e alguma pesquisa que tencionava fazer ficou para outra altura.
Ainda assim, com base em fotos mais antigas e que procurarei recuperar, creio estar para breve uma série de posts sobre o tema, se possível complementados com uma visita ao Marvão, uma vez que a história de ambas se cruzam.
Ontem à noite
Nessa oportunidade foi efectuada a habitual foto de familia desta XVI Cimeira Ibero Americana.
sábado, novembro 04, 2006
Aproximações
Com as plazas Independencia e Zabala fechadas à circulação e reservadas às comitivas estrangeiras, e apesar dos feriados decretados, existe uma certa comoção na cidade. Na plaza Independencia Cavaco Silva e o rei Juan Carlos, os dois unicos governantes que detinham funções em 1991, data da 1ª cimeira, relembraram o facto e partilharam estórias de visitas anteriores à cidade.
Hoje discursaram Cavaco Silva e José Socrates, com o discurso do actual presidente da republica a congregar aplausos, uma vez que foi centrado na necessidade do desenvolvimento tecnológico e na aproximação dos dois blocos (União Europeia e Mercosur) em todas as áreas.
Portugal apresentou-se como anfitrião para receber o encontro em 2009, proposta que parece ter agradado aos restantes países.
Além da proposta de aproximação lançada por Cavaco Silva, também Juan Carlos se prontificou a mediar o conflito entre o Uruguai e a Argentina, relativo à construção das fábricas de celulose na fronteira entre os dois países, e que já mencionei aqui no blog.
quinta-feira, novembro 02, 2006
Cumbre Ibero Americana
Os países da América Latina procurarão certamente persuadir Espanha e Portugal a reconsiderar as posições relativas às politicas de imigração, com um olho nas repercussões da reunião nos restantes países europeus.O operativo de segurança para esta cimeira é o maior alguma vez realizado no país, com cerca de 4 mil efectivos empenhados no terreno, estando o centro histórico da cidade fechado ao trânsito de viaturas e pessoas, excluíndo as que foram registadas para esse efeito anteriormente.
Com vista a facilitar a organização desta reunião, a juntar ao feriado de hoje o governo uruguaio decidiu que sexta e sábado seriam também feriados, procurando assim afastar o maior número de pessoas do centro da cidade.
sábado, julho 29, 2006
Carlos Bueno - Opinião
Ao contrário do que o próprio jogador afirma, ele não é um ponta de lança, embora possua caracteristicas similares a um homem de área, sobretudo na boa colocação e no razoável jogo de cabeça.
Técnicamente, não sendo um virtuoso, sabe dominar bem a bola, sobretudo em corrida e em toques curtos com pouco espaço.
É rápido, especialmente sem bola, e muito móvel, podendo deambular com á vontade por todas as posições de ataque, embora jogue preferencialmente pelo centro.
Em termos de remate é sem dúvida melhor no de curta distância, que efectua mais em força que colocação, mesmo que saiba como finalizar de forma artistica, conseguindo fazê-lo com ambos os pés.
Fisicamente não é muito forte e a compleição também não ajuda, mas tal como JVP é um jogador que aguenta bem as cargas e não vira a cara à luta.
No capítulo psicológico é que as coisas se complicam, uma vez que Carlos Bueno tem um carácter especial, um pouco instável, o que o leva a "desaparecer" bastantes vezes durante o jogo e inclusivé lhe granjeou fama de "tipo medio raro" na sua vida privada.
Até 2004 foi figura máxima no campeonato uruguaio e também na selecção, mas o litigio com o Penarol, que se prolongou por largos meses, e uma má adaptação a Paris, numa transferência que nunca ficou clara e é imagem de marca do seu empresário Paco Casal, o homem que domina o futebol uruguaio juntamente com sócio Enzo Francescoli, colocaram-no num limbo que pode ter complicado o seu desenvolvimento como jogador ao mais alto nível, pelo menos a curto-médio prazo.
Pessoalmente espero que Bueno se dê bem com os ares nacionais e possa lançar a sua carreira na Europa, o que certamente provocará uma maiopr aproximação entre os dois paises, nem que seja motivado pela curiosidade e pelo acompanhamento da carreira deste charrua em Portugal.
domingo, julho 23, 2006
Na Doca de Alcântara
Desta vez não estivemos na recepção do Capitán Miranda, que decorreu na 5ª feira, mas ontem visitámos a doca e apreciámos a beleza dos maiores veleiros do mundo.
Naturalmente o Américo Vespucci, a Sagres e a Vera Cruz foram os que concentraram maiores atenções, no entanto o Miranda foi bastante solicitado e quando por lá passámos estava cheio.
Problemas organizativos à parte, a simples oportunidade de observar a imponência dos veleiros fez esquecer as dificuldades para lá chegar.
E mais uma vez foi sintomático testemunhar que entre todas as tripulações, a uruguaia era a mais bem disposta.
terça-feira, julho 18, 2006
Dia do Uruguai
A Constituição foi assinada no Cabildo de Montevideo, de traça colonial e que começou a ser construído em 1804, situado na actual Plaza Matriz e onde funciona desde 1958 o Museu Historico Municipal.
Em homenagem aos patriotas do período 1828-1830 foi construído o Obelisco, monumento com 40 metros de altura, inaugurado a 25 de Agosto de 1938 e situado à entrada do Parque Batlle e da Avenida 18 de Julio, a principal avenida da cidade.
quinta-feira, julho 13, 2006
A Guerra da Celulose
Hoje o Tribunal Internacional de Haia tornou pública a sua decisão relativamente à queixa apresentada pelos argentinos sobre o processo de construção de duas fábricas de celulose, decisão essa que suporta a posição uruguaia, defendendo que até ao momento não existem motivos para acreditar que a construção terá um impacto catastrófico no meio ambiente.
Dos 15 Juízes, apenas o argentino (??!!) votou favoravelmente a pretensão do seu país de parar a construção das fábricas... revelador.
O Ministro dos Negócios Estrangeiros uruguaio, Reinaldo Gargano, já comentou a decisão do Tribunal de Haia, apelando ao encontro de ideias entre os dois paises, numa óptica de consenso e abertura que estou certo não vai ter eco do outro lado do rio.
Terei talvez oportunidade de desenvolver o assunto mais tarde, mas parece-me que o Uruguai teria muito mais a ganhar se virasse a sua atenção para o Rio Grande do Sul, procurando distanciar-se da Argentina e da sua politica marcadamente "nacionalista" e "colonialista", que pouco interessa ao desenvolvimento charrua.
quarta-feira, julho 12, 2006
Tall Ships' Races 2006
Honrando as suas origens, em 2006 a regata cumpre o seu trajecto inicial, com a concentração dos veleiros em Saint Malo, partida da 1ª regata em Torbay e chegada a Lisboa.
A chegada dos primeiros veleiros dar-se-á a partir de 17 de Julho, sendo que de 20 a 23 existirá um programa oficial, que culminará com um desfile naval no rio Tejo, onde participarão as cerca de 100 embarcações em competição.
O Navio Escola Capitán Miranda, da Marinha Uruguaia, será um dos participantes e ficará fundeado, embora sujeito a confirmação, na Doca de Alcântara.Tenho a certeza que será um momento de grande espectacularidade e mais uma vez uma oportunidade de matar saudades do Uruguai e das suas gentes.
Naturalmente os interessados poderão visitar as embarcações, coisa que tenciono fazer, sobretudo tendo como alvo os veleiros Américo Vespucci (italiano), Dar Mlodziezy (polaco) e Mir (russo), além da Sagres e do Creoula, que também participam nas regatas.
domingo, junho 25, 2006
O Maracanazo - 1950
A historia parecia já escrita. O Brasil seria Campeão do Mundo no torneio por si organizado.
A equipa brasileira “treinou” durante a fase inicial, para chegar ao quadrangular decisivo pronto a humilhar os adversários. E assim foi com a Suécia e a Espanha, a quem derrotou por 7-1 e 6-1, respectivamente.
A 16 de Julho defrontava o Uruguai e um empate bastava-lhe para triunfar, já que os charruas tinham empatado o seu jogo com a Espanha e só no ultimos minutos haviam levado de vencida a Suécia.
Mais de 200 mil brasileiros nem esperaram pelo inicio do jogo para começar os festejos, tal era a certeza da vitória naquela tarde no maior estádio do mundo.
Na cabine do Uruguai o discurso dos dirigentes era claro... “Temos de perder por poucos, 4-0 já será bom”.
Mas os jogadores pensavam de forma diferente, sobretudo El Negro Jefe, o capitão Obdulio Varela, que encarou o jogo decisivo com a mentalidade dos que não gostam de perder.
“No piensen en toda esa gente, no miren para arriba, el partido se juega abajo y si ganamos no va a pasar nada, si entramos vencidos es mejor ni salir al campo de juego, no vamos a perder ese partido muchachos, si los respetamos a los brasileños, nos caminan por arriba, así que nada de esquemas conservadores, vamos a salir a ganar al partido”.
Como seria de esperar naqueles dias, o Brasil entrou em campo decidido a vencer o ultimo jogo e assim a terminar em glória o torneio. Durante toda a primeira parte o sentido do jogo tinha como direcção a baliza de Máspoli, que passou por alguns apertos, mas o Uruguai não deixou de tentar a sua sorte também, embora o marcador não tenha sofrido alteração até ao intervalo.
No reatamento o Brasil adianta-se com um golo aos 48 minutos, após passe de Ademir para Friaca, que finaliza com um remate com o pé direito. A loucura instalava-se nas bancadas e um pouco por todo o Brasil.
O jogo entra então numa toada de ataque e contra ataque, até que aos 67 minutos o Uruguai empata, depois de jogada de Gigghia finalizada por Schiaffino. Nada estava perdido para os brasileiros, mas lá em baixo no campo os jogadores da canarinha tremem e sentem pela primeira vez que podem não ser campeões. Debaixo de tal pressão, potenciada pela moldura humana, o nervosismo toma conta da selecção local.
Motivados pelo golo, os uruguaios carregam sobre os surpreendidos brasileiros, e começam a criar ocasiões de golo, enquanto o ambiente no estádio se alterar por completo. Nas bancadas repletas do maior estádio do mundo, ninguém sabia o que pensar.
Chega o minuto 80’ e Gigghia arranca pela direita, ultrapassa a marcação do defesa Bigode, e mal entrado na área desfere um remate rasteiro que passa entre Barbosa e o poste, dando inicio ao sonho charrua.
Silêncio sepulcral. As unicas vozes que se ouvem são as de 100 hinchas uruguaios que festejam a façanha dos seus jogadores.
No curto período até ao final, os brasileiros tentam desesperadamente chegar ao empate, que seria suficiente para chegarem ao título, mas fazem-no de forma desordenada e sem criar verdadeiro perigo.
O jogo termina e a surpresa acontece... o Uruguai volta a ser Campeão do Mundo, roubando um título que estava “entregue” á partida ao Brasil, com base na famosa garra charrua, não virando a cara á luta e acreditando sempre nas capacidades próprias.
Como afirmou o Seleccionador uruguaio Juan López antes do jogo:
“Bueno muchachos, ahora un huevo en cada zapato y vamo' arriba”
segunda-feira, junho 05, 2006
segunda-feira, maio 29, 2006
Ya sigue...
João Dias de Solis, o Barão Carlos Frederico Lecor e a sua gestão de Montevideo e finalmente a atenção devida a Colonia del Sacramento, fundada por portugueses e declarada património histórico da humanidade pela UNESCO.
segunda-feira, fevereiro 13, 2006
A Historia não se pode vender
Depois de há um ano uma equipa de mergulhadores ter resgatado o telémetro do couraçado de bolso Graf Spee, foi há dias encontrada a insignia principal que se encontrava na proa do navio, uma águia em bronze, com 2 metros de altura por 2,80 de largura, pesando entre 350 e 500 Kgs.O artefacto encontra-se actualmente em exposição no hotel Palladium, agora já com a cruz suástica á vista dos visitantes, depois de nos primeiros dias, por temor ás reacções perante o afamado simbolo, os organizadores optarem por o ter tapado.
Alfredo Etchegaray, detentor dos direitos de exploração dos artefactos pertencentes ao navio, já fez saber que tem ofertas na ordem dos 8 milhões de dolares pela venda da insignia (com metade da receita a reverter para o Estado uruguaio), mas o Presidente da Comissão de patrimonio, Manuel Esmoriz, já afirmou que a peça não sairá do país.Também me parece que seria a medida mais acertada, até tendo em conta os excessos que foram praticados por aqueles que no passado encontraram todo o tipo de artefactos e os negociaram á revelia do Uruguai, com Ruben Collado á cabeça.
segunda-feira, janeiro 09, 2006
La Paloma
Abro o novo ano com um post meio rancoroso, por dois motivos.Primeiro porque neste preciso momento está a familia toda a passar férias neste "balneário" uruguaio, de seu nome La Paloma. E nós por cá a "rapar" um frio louco.
Segundo porque não conheço La Paloma. E tenho pena!!
La Paloma é uma cidade com pouco mais de 5 mil habitantes, que nos meses de verão vê a sua população multiplicar-se por 6 ou 7 vezes.
Encontra-se a cerca de 240 kms de Montevideo, logo depois de Punta del Este, distando desta mais ou menos 60 kms.
Como é óbvio não a posso caracterizar muito bem, apenas conheço por fotos ou reportagens televisivas. Faz-me sempre lembrar a cidade do filme O Tubarão, não sei porquê.Tem aquele aspecto de pequena cidade (em Portugal seria apenas uma vila, ou nem isso) piscatória, onde o tempo parece ter ficado parado e a Natureza impera.
Para não variar, também aqui encontramos uma pequena ligação a Portugal. Com efeito, o primeiro registo de que há memória do local remonta a... 10 de Janeiro de 1520, noite em que, levado por um furioso temporal, Fernão de Magalhães fundeia os barcos da sua expedição, que viria a circum-navegar o globo, junto ao Cabo Santa Maria.
O ícone de La Paloma é o seu farol, que aliás foi o motor para a colonização do lugar, primeiro com o estabelecimento dos operários que o construiram, mais tarde devido ás condições naturais da zona.O farol existente foi inaugurado em 1874, substituindo um anterior com uma altura de 30 metros, e que nem chegou a ser inaugurado, uma vez que devido a defeito na sua construção, foi destruido por um temporal em 1872.
Outra das caracteristicas de La Paloma é a constante visita das baleias, que podem ser vistas por vezes a não mais de 50 metros da praia, um espectáculo inesquecivel para quem assiste, o que tive oportunidade de fazer em 2001, quando estive em Punta del Este.
sexta-feira, dezembro 23, 2005
sábado, dezembro 17, 2005
Infelicidade

Ás 8.30 da manhã, entre Maldonado e San Carlos, um autocarro da EGA despistou-se, dizem todas as testemunhas que para evitar uma viatura particular que havia feito uma manobra irregular.
Do despiste resultou a morte de um português, jovem estudante, presumo que no Brasil. Desejo agora que as autoridades nacionais porporcionem toda a ajuda á familia do falecido.
quarta-feira, novembro 30, 2005
Mitico

Por acaso hoje encontrei esta foto, tirada em Agosto de 2001, em pleno Inverno mas como podem ver com excelente tempo, tanto assim que andava de t'shirt.
O palco é o mitico Centenário, inaugurado a 18 de Julho de 1930, para o Mundial desse ano. Alguns dias mais tarde o Uruguai sagrava-se Campeão ao bater os rivais do outro lado do rio por 4-2.
A FIFA considera-o Monumento ao Futebol Mundial.
segunda-feira, novembro 28, 2005
Origem do nome Montevideo - Mais uma hipotese
Á medida que os portugueses iam navegando desde o oceano até á baia do Rio da Prata, procediam ao levantamento geográfico da terra que viam, de forma a terem referências para a futura navegação.
Aparentemente o Cerro de Montevideo foi o 6º monte, ou relevo geográfico, que viram, pelo que nas suas anotações teria ficado assim registado:
"Monte VI de E a O"
É mais uma das hipoteses para explicar o actual nome da capital charrua.
Muchas gracias Pablo y participa siempre que quieras!!
quarta-feira, novembro 23, 2005
sábado, novembro 19, 2005
O Gaucho
A sua imagem de marca, com as botas, as calças (bombachas) e as boleadoras, é sobejamente conhecida na Europa, muito á custa dos tradicionais presentes que quem viaja de lá trás para oferecer aos amigos.
Mas o que é o Gaucho e quais as suas origens?Ora para não variar, também aqui encontramos raízes portuguesas, o que já não deverá constituir espanto de maior para quem vai lendo os meus posts.
O Gaucho é o cowboy das pradarias sul-americanas, tendo surgido no Séc. XVIII na área rural do que é hoje o Uruguai, muito devido ás potencialidades agricolas e ganadeiras da zona.
Nessa altura os espanhois colonizavam a banda oriental sobretudo na tentativa de impedir os portugueses de se estabelecerem, mas sem uma vontade real de explorar as potencialidades do lugar, interessados que estavam em manter a superioridade económica de Buenos Aires.Montevideo pouco mais era que uma praça forte, virada exclusivamente para fins militares e onde o dia a dia da população civil era complicado, pelo desinteresse dos espanhois em potencializar os aspectos económicos, tendo mesmo proíbido todo o tipo de comércio.
Enquanto isso, nas zonas rurais do território, os portugueses conduziam os seus negócios e exploravam a riqueza agro-pecuária, em associação com os indios, comercializando todo o tipo de produtos nas zonas fronteiriças e através do porto de Colónia del Sacramento.
Perante este cenário cada vez mais espanhóis se juntam aos portugueses e indios, trocando a vida inutil nas "cidades fortaleza" por uma vida de comércio e contrabando no campo, onde a riqueza era tanta que bastava recolher os produtos da natureza.
Claro está que para isso se tornava necessário levar uma vida activa, domando cavalos, lidando os animais, utilizando a faca e adaptando-se á vida dura do campo, o que implicava também a fuga aos guardas que os perseguiam.
É desta mistura entre portugueses, espanhois e indios (que depois do encerramento das Missões Jesuíticas chegam em massa ao país) e das potencialidades agricolas da zona, que nasce esta nova "raça" do Gaucho, temperado por um valor que era fundamental possuir para viver naquelas condições... a coragem.Culturalmente o Gaucho era um adepto da poesia e da musica, sendo poucos os que não sabiam tocar viola e cantar uma copla, facto que era aliás visto como um talento especial e merecedor de todo o respeito, tendo dado origem ao Gaucho Payador, aquele que dedicava a vida a fazer rir e chorar os temerários colonizadores daqueles lugares e que era considerado o aristocrata entre gauchos, sendo-lhe reservados os melhores lugares á mesa e a atenção das mulheres.
quarta-feira, novembro 16, 2005
domingo, novembro 13, 2005
Uruguai 1 - Presidiários 0

Foi pouco mas a vantagem é importante.
Não foi um bom jogo, piorando ainda mais com a lesão do Forlan (espero que não seja grave e possa defrontar os vermelhos), mas é importante ir para a Austrália com esta vantagem.
A defesa dos cangurus é mais fraca com a equipa balanceada no ataque, pelo que o contra ataque pode ser uma excelente arma para arrumar a questão.
Claro está que a passagem do Uruguai me vai levantar o mesmo problema de 2002. Se houver confronto directo por quem puxar?
Há quase 4 anos, estava eu a chegar á América do Sul, a situação resolveu-se por si, com exibições medíocres de ambas as equipas.
Na Alemanha e se tivesse de optar, preferiria que fosse o Uruguai a vencer, por razões que vão mais além do aspecto puramente desportivo.
sábado, novembro 12, 2005
Histórica

A vitória de Portugal sobre o Uruguai hoje á tarde no Estoril, em rugby, foi histórica. O Uruguai é superior a Portugal nesta modalidade, a que já não presto muita atenção, sou sincero.
Ainda assim vi o jogo pela TV2, em parte porque estou constipado e não podia ir a lado nenhum, e a selecção de Portugal foi sempre melhor.
Esta vitória foi especial para mim porque há pouco mais de um ano, estava ainda a morar em Montevideo, Portugal perdeu sem apelo no Franzini e as crónicas do jogo, sobretudo no Observador foram demolidoras, ao ponto de fazerem a pergunta "Que vieram estes rapazes aqui fazer?".
Ás vezes os uruguaios parecem-se demais com os argentinos, para infelicidade geral. Espero que o cronista desse dia tenha visto o jogo desta tarde e tenha obtido uma resposta satisfatoria.









