quarta-feira, novembro 30, 2005

Mitico


Por acaso hoje encontrei esta foto, tirada em Agosto de 2001, em pleno Inverno mas como podem ver com excelente tempo, tanto assim que andava de t'shirt.

O palco é o mitico Centenário, inaugurado a 18 de Julho de 1930, para o Mundial desse ano. Alguns dias mais tarde o Uruguai sagrava-se Campeão ao bater os rivais do outro lado do rio por 4-2.

A FIFA considera-o Monumento ao Futebol Mundial.

segunda-feira, novembro 28, 2005

Origem do nome Montevideo - Mais uma hipotese

Foi-me transmitida via caixa de comentários, pelo Pablo da Argentina, e reza assim:

Á medida que os portugueses iam navegando desde o oceano até á baia do Rio da Prata, procediam ao levantamento geográfico da terra que viam, de forma a terem referências para a futura navegação.

Aparentemente o Cerro de Montevideo foi o 6º monte, ou relevo geográfico, que viram, pelo que nas suas anotações teria ficado assim registado:

"Monte VI de E a O"

É mais uma das hipoteses para explicar o actual nome da capital charrua.

Muchas gracias Pablo y participa siempre que quieras!!

quarta-feira, novembro 23, 2005

Benvinda Pili...!!!

Imagem retirada do site http://youkette.chez-alice.fr/bebes.htm

Parabéns á mamã e ao papá e para ti votos de muitas felicidades.

sábado, novembro 19, 2005

O Gaucho

É a figura mais representativa do habitante sul americano, sobretudo aquele que se situa no sul do continente, nas pampas argentinas ou nas planicies do Uruguai e do Rio Grande do Sul.

A sua imagem de marca, com as botas, as calças (bombachas) e as boleadoras, é sobejamente conhecida na Europa, muito á custa dos tradicionais presentes que quem viaja de lá trás para oferecer aos amigos.

Mas o que é o Gaucho e quais as suas origens?

Ora para não variar, também aqui encontramos raízes portuguesas, o que já não deverá constituir espanto de maior para quem vai lendo os meus posts.

O Gaucho é o cowboy das pradarias sul-americanas, tendo surgido no Séc. XVIII na área rural do que é hoje o Uruguai, muito devido ás potencialidades agricolas e ganadeiras da zona.

Nessa altura os espanhois colonizavam a banda oriental sobretudo na tentativa de impedir os portugueses de se estabelecerem, mas sem uma vontade real de explorar as potencialidades do lugar, interessados que estavam em manter a superioridade económica de Buenos Aires.

Montevideo pouco mais era que uma praça forte, virada exclusivamente para fins militares e onde o dia a dia da população civil era complicado, pelo desinteresse dos espanhois em potencializar os aspectos económicos, tendo mesmo proíbido todo o tipo de comércio.

Enquanto isso, nas zonas rurais do território, os portugueses conduziam os seus negócios e exploravam a riqueza agro-pecuária, em associação com os indios, comercializando todo o tipo de produtos nas zonas fronteiriças e através do porto de Colónia del Sacramento.

Perante este cenário cada vez mais espanhóis se juntam aos portugueses e indios, trocando a vida inutil nas "cidades fortaleza" por uma vida de comércio e contrabando no campo, onde a riqueza era tanta que bastava recolher os produtos da natureza.

Claro está que para isso se tornava necessário levar uma vida activa, domando cavalos, lidando os animais, utilizando a faca e adaptando-se á vida dura do campo, o que implicava também a fuga aos guardas que os perseguiam.

É desta mistura entre portugueses, espanhois e indios (que depois do encerramento das Missões Jesuíticas chegam em massa ao país) e das potencialidades agricolas da zona, que nasce esta nova "raça" do Gaucho, temperado por um valor que era fundamental possuir para viver naquelas condições... a coragem.

Culturalmente o Gaucho era um adepto da poesia e da musica, sendo poucos os que não sabiam tocar viola e cantar uma copla, facto que era aliás visto como um talento especial e merecedor de todo o respeito, tendo dado origem ao Gaucho Payador, aquele que dedicava a vida a fazer rir e chorar os temerários colonizadores daqueles lugares e que era considerado o aristocrata entre gauchos, sendo-lhe reservados os melhores lugares á mesa e a atenção das mulheres.

quarta-feira, novembro 16, 2005

Alemanha pela TV

E pronto, por aqui ficamos. Ao menos que se tenha aprendido alguma coisa.

domingo, novembro 13, 2005

Uruguai 1 - Presidiários 0


Foi pouco mas a vantagem é importante.

Não foi um bom jogo, piorando ainda mais com a lesão do Forlan (espero que não seja grave e possa defrontar os vermelhos), mas é importante ir para a Austrália com esta vantagem.

A defesa dos cangurus é mais fraca com a equipa balanceada no ataque, pelo que o contra ataque pode ser uma excelente arma para arrumar a questão.

Claro está que a passagem do Uruguai me vai levantar o mesmo problema de 2002. Se houver confronto directo por quem puxar?

Há quase 4 anos, estava eu a chegar á América do Sul, a situação resolveu-se por si, com exibições medíocres de ambas as equipas.

Na Alemanha e se tivesse de optar, preferiria que fosse o Uruguai a vencer, por razões que vão mais além do aspecto puramente desportivo.

sábado, novembro 12, 2005

Histórica


A vitória de Portugal sobre o Uruguai hoje á tarde no Estoril, em rugby, foi histórica. O Uruguai é superior a Portugal nesta modalidade, a que já não presto muita atenção, sou sincero.

Ainda assim vi o jogo pela TV2, em parte porque estou constipado e não podia ir a lado nenhum, e a selecção de Portugal foi sempre melhor.

Esta vitória foi especial para mim porque há pouco mais de um ano, estava ainda a morar em Montevideo, Portugal perdeu sem apelo no Franzini e as crónicas do jogo, sobretudo no Observador foram demolidoras, ao ponto de fazerem a pergunta "Que vieram estes rapazes aqui fazer?".

Ás vezes os uruguaios parecem-se demais com os argentinos, para infelicidade geral. Espero que o cronista desse dia tenha visto o jogo desta tarde e tenha obtido uma resposta satisfatoria.

sábado, novembro 05, 2005

Liberdade de expressão.

Poder exprimir-se livremente é um direito adquirido pelas sociedades modernas e cada vez mais necessário nos dias que correm.

Infelizmente e devido á inépcia dos politicos na defesa de uma justiça social que beneficie os cidadãos, estes são obrigados a aliar á simples expressão do seu descontentamento atitudes menos próprias e mais violentas, de forma a chamar a atenção para os seus problemas.

Foi isso que se passou ontem em Montevideo, numa manifestação supostamente pacifica, de oposição á politica dos EUA e do seu presidente Bush, que se encontra na Argentina para a reunião das Américas.

Não vou entrar numa avaliação das politicas norte americanas. Tal como tudo na vida, existem aspectos negativos e positivos, sendo que destes ultimos se pode destacar o investimento potencial no Uruguai, tão necessário á economia do país.


Só que, pondo de lado a aparente contradição de se protestar contra a globalização mas entretanto "rezar" para que os mercados americanos se abram aos produtos uruguaios ou que os gringos invistam no país, não consigo entender a violência gratuita ontem utilizada, sobretudo quando o alvo dessa violência são os bens de outros uruguaios que nada têem que ver com esta estória.

O uso de violência indiscriminada não levará certamente a lado nenhum, nem a presença deste tipo de elementos que, mais do que expressarem os seus pontos de vista, apenas pretendem arranjar confusão e divertirem-se, aproveitando para exorcizar a inveja mesquinha que têem pelos seus concidadãos que através do trabalho conseguem alcançar melhor nível de vida.