domingo, junho 25, 2006

O Maracanazo - 1950

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A historia parecia já escrita. O Brasil seria Campeão do Mundo no torneio por si organizado.

A equipa brasileira “treinou” durante a fase inicial, para chegar ao quadrangular decisivo pronto a humilhar os adversários. E assim foi com a Suécia e a Espanha, a quem derrotou por 7-1 e 6-1, respectivamente.

A 16 de Julho defrontava o Uruguai e um empate bastava-lhe para triunfar, já que os charruas tinham empatado o seu jogo com a Espanha e só no ultimos minutos haviam levado de vencida a Suécia.

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Mais de 200 mil brasileiros nem esperaram pelo inicio do jogo para começar os festejos, tal era a certeza da vitória naquela tarde no maior estádio do mundo.

Na cabine do Uruguai o discurso dos dirigentes era claro... “Temos de perder por poucos, 4-0 já será bom”.

Mas os jogadores pensavam de forma diferente, sobretudo El Negro Jefe, o capitão Obdulio Varela, que encarou o jogo decisivo com a mentalidade dos que não gostam de perder.
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“No piensen en toda esa gente, no miren para arriba, el partido se juega abajo y si ganamos no va a pasar nada, si entramos vencidos es mejor ni salir al campo de juego, no vamos a perder ese partido muchachos, si los respetamos a los brasileños, nos caminan por arriba, así que nada de esquemas conservadores, vamos a salir a ganar al partido”.

Como seria de esperar naqueles dias, o Brasil entrou em campo decidido a vencer o ultimo jogo e assim a terminar em glória o torneio. Durante toda a primeira parte o sentido do jogo tinha como direcção a baliza de Máspoli, que passou por alguns apertos, mas o Uruguai não deixou de tentar a sua sorte também, embora o marcador não tenha sofrido alteração até ao intervalo.

No reatamento o Brasil adianta-se com um golo aos 48 minutos, após passe de Ademir para Friaca, que finaliza com um remate com o pé direito. A loucura instalava-se nas bancadas e um pouco por todo o Brasil.
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O jogo entra então numa toada de ataque e contra ataque, até que aos 67 minutos o Uruguai empata, depois de jogada de Gigghia finalizada por Schiaffino. Nada estava perdido para os brasileiros, mas lá em baixo no campo os jogadores da canarinha tremem e sentem pela primeira vez que podem não ser campeões. Debaixo de tal pressão, potenciada pela moldura humana, o nervosismo toma conta da selecção local.

Motivados pelo golo, os uruguaios carregam sobre os surpreendidos brasileiros, e começam a criar ocasiões de golo, enquanto o ambiente no estádio se alterar por completo. Nas bancadas repletas do maior estádio do mundo, ninguém sabia o que pensar.
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Chega o minuto 80’ e Gigghia arranca pela direita, ultrapassa a marcação do defesa Bigode, e mal entrado na área desfere um remate rasteiro que passa entre Barbosa e o poste, dando inicio ao sonho charrua.

Silêncio sepulcral. As unicas vozes que se ouvem são as de 100 hinchas uruguaios que festejam a façanha dos seus jogadores.

No curto período até ao final, os brasileiros tentam desesperadamente chegar ao empate, que seria suficiente para chegarem ao título, mas fazem-no de forma desordenada e sem criar verdadeiro perigo.
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O jogo termina e a surpresa acontece... o Uruguai volta a ser Campeão do Mundo, roubando um título que estava “entregue” á partida ao Brasil, com base na famosa garra charrua, não virando a cara á luta e acreditando sempre nas capacidades próprias.

Como afirmou o Seleccionador uruguaio Juan López antes do jogo:

Bueno muchachos, ahora un huevo en cada zapato y vamo' arriba