quarta-feira, setembro 21, 2005

Os piores contos dos irmãos Grimm.


O escritor uruguaio Mario Delgado Aparaín está em Portugal para o lançamento deste seu livro, publicado já em 2004 e escrito em conjunto com o chileno Luis Sepúlveda.

O livro conta de forma humorada o périplo dos irmãos na sua aventura Sul Americana, partindo de alguns dos vestigios que essa viagem deixou no Chile e no Uruguai.

Em Lisboa o evento tem data marcada para dia 22 na Bertrand do Vasco da Gama e no dia seguinte no El Corte Inglés.

sexta-feira, setembro 16, 2005

Cinema uruguaio.


Com exibição hoje ás 22.00 e Domingo ás 19.00, no Fórum Lisboa.

As entradas custam 3€ por pessoa. Eu vou vê-lo hoje, esperando sinceramente não me arrepender. É que a intelectualidade e a minha pessoa nunca se deram bem, para grande desgosto geral certamente.

Deixo uma pequena sinopsis, em espanhol, mas com certeza ninguém terá dificuldade em perceber.

Montevideo, Uruguay. Jacobo Köller es el dueño de una modesta fábrica de medias y eso parece ser lo único en su vida monótona. Marta es su empleada de confianza. La relación entre ellos nunca excede lo laboral y está marcada por el silencio y la rutina.

Esta monotonía se ve súbitamente amenazada por el anuncio de una inesperada visita del hermano de Jacobo, Herman, residente en el extranjero, con quien no parece tener contacto desde hace años.

“Whisky” comienza cuando Jacobo se permite pedirle ayuda a Marta para sobrellevar la situación.Así, desde un código entre el absurdo y la melancolía, entre lo cotidiano y lo fabulesco, la película intenta retratar sutilmente cómo la torpeza y las pequeñas miserias de estos tres personajes tan distintos entre sí, se van evidenciando mientras intentan disimular resentimientos y asperezas.

sábado, setembro 10, 2005

Porquê Montevideo?


A descoberta do Rio de la Plata aconteceu mais de 200 anos antes da povoação do que viria a ser Montevideo.

Coube a honra a Solís (em 1516), explorador espanhol que não viveu muito para disfrutar do facto... na verdade não o disfrutou, porque mal pôs o pé em terra os indios Charrua que se encontravam na praia e se pensava serem pacificos, atacaram o pequeno destacamento de nuestros hermanos matando todos os seus componentes.

Diz-se até que se banquetearam com os marinheiros, presumo que não numa tortilla, talvez num mais prosaico caldeirão, com um acompanhamento de farinha de mandioca.

Claro que existe também quem diga que antes de Solís fazer a descoberta, já os portugueses (em 1514) conheciam aquelas terras, embora sem terem reclamado a sua posse.

A verdade é que aquele lugar só foi povoado a partir de 1724, por ordem directa do governo de Buenos Aires, através de familias enviadas daquela cidade e baixo o comando de Don Mauricio de Zabala, precisamente porque um ano antes já os portugueses teriam tentado essa povoação, acção prontamente neutralizada por Buenos Aires.

Mas permanece a pergunta, porquê o nome Montevideo?


Devido á geografia do lugar. Com efeito, de um dos lados da foz do rio, onde é hoje a entrada do Porto de Montevideo, fica o ponto mais elevado da cidade, 500 metros acima do nivel do mar, o que actualmente é designado como o Cerro de Montevideo.


Nesse local foi construida a fortaleza do Cerro, que hoje é um dos pontos turisticos da cidade, apesar de rodeada pelo bairro com o mesmo nome, que é dos mais degradados (e perigosos) da cidade e onde se encontra a Rua de Portugal.

A fortaleza foi contstruida para proteger o farol existente, que terá sido o primeiro a iluminar o caminho aos navegantes do Rio de la Plata.


Embora sem se ter a certeza absoluta do facto, é voz corrente que teria sido um marinheiro que viajava com Fernão de Magalhães na sua busca pela rota navegável para o Pacifico, que ao passar por aquelas águas, em 1520, terá exclamado "monte vide eu" ao avistar o monte, expressão que ficou para nomear toda aquela zona.

Naturalmente esta expressão levanta muitas dúvidas, uma vez que não se trata nem de português, nem de espanhol, embora não fosse de todo raro que, numa viagem com tripulação mista, composta por portugueses, galegos, espanhois e porventura gente de outros paises, os marinheiros misturassem os idiomas.

Existe também uma corrente que defende a mesma estória, mas afrmando que a expressão utilizada teria sido proferida em latim (montem video), por algum oficial mais educado (o latim não era idioma falado por simples marinheiros) e que estaria de guarda devido ao perigo que representava (e continua) a navegação naquelas águas.

Seja como fôr, este é mais um laço que aproxima a historia do Uruguai com a de Portugal, uma proximidade desconhecida por tantos.

terça-feira, setembro 06, 2005

No bom caminho...?

"Ante un grupo de oficiales pronto a pasar a retiro, el Comandante en Jefe del Ejército, Angel Bertolotti, habló de hechos que "nunca debieron haber ocurrido" y se refirió a "desviaciones" en el enfrentamiento a los tupamaros."

In Portal Montevideo.COMM

São palavras que revelam uma abertura e evolução no comportamento da familia militar uruguaia, que devem ser sublinhadas.

Tal como aconteceu em Portugal, também a sociedade uruguaia luta por enterrar o passado de sangue que a ditadura militar deixou como herança ao país. Provavelmente será mais dificil, dada a extrema violência e os factores regionais que serviram como pano de fundo a estas acções, com o envolvimento directo dos Estados Unidos, empenhados em matar á nascença qualquer movimento alinhado á extinta União Soviética e aos seus dictames politicos.

Os Tupamaros representaram no Uruguai um papel algo semelhante ao das FP 25 de Abril, embora com uma diferença básica e marcante. As suas acções iam contra uma ditadura militar que assassinava civis uruguaios e estava conluiada com os governos também dictatoriais do Brasil, Argentina, Chile e Paraguai.

Nesse sentido e apesar de algumas acções absolutamente condenáveis, tratava-se efectivamente de um movimento de oposição a um governo ilegitimo, que governava pelo terror um país onde as palavras democracia e liberdade não existiam.

Estas palavras do actual Comandante em Chefe do Exército uruguaio configuram uma mudança salutar, agora que o país é governado por uma coligação de esquerda, onde os ex-tupamaros representam 30% dos votos.

Pena é que há tão somente 7 anos, as palavras proferidas pelo Contra Almirante Eládio Moll, noticia de que deixo um pequeno resumo a seguir, tenham sido motivo de tamanha celeuma, com o referido militar a ter sido vitima de uma intensa campanha de calunia e castigado duramente pela Instituição em que prestou serviço de forma brilhante por mais de 40 anos.

Deste blog tão sem importância lhe mando um grande abraço, reconhecendo-lhe as qualidades humanas extraordinárias que possui e que foram desde o primeiro dia em que o conheci motivo de admiração e também exemplo importante de como viver a vida de cabeça erguida e com a consciência tranquila do dever cumprido.

Un abrazo para Ud mi suegro.

"Un ex oficial de alta graduación de la armada uruguaya afirmó que durante la lucha antiguerrillera de los años 70, desde Estados Unidos se recomendaba matar a los tupamaros capturados una vez que se les sacara información.Las orientaciones que se enviaban desde Estados Unidos era que con los guerrilleros capturados lo que había que hacer era sacar información, y que después no merecían vivir, dijo el contralmirante (R) Eladio Moll.

El ex marino, quien fue jefe de la Flota de Mar de la armada entre 1992 y 1995, hizo estas declaraciones el pasado lunes, en una sesión secreta del Parlamento uruguayo.

En declaraciones a la prensa el contralmirante admitió lo dicho en el Parlamento, pero se negó a explayarse sobre el asunto: Yo creía que la sesión era secreta, dijo. Sin embargo, el episodio fue narrado por el ex guerrillero tupamaro José Mujica, quien ahora es diputado por el opositor Frente Amplio.Mujica, que estuvo presente en la reunión, dijo que en el marco de afirmaciones más generales, y cuando estaba profunda y visiblemente conmovido, el contralmirante Moll dijo que desde EE.UU. se planteaba que a los guerrilleros había que eliminarlos.El legislador dijo que a las palabras del contralmirante le siguió un silencio profundo de todos los que participamos en la sesión.Fuentes parlamentarias dijeron a Clarín que el contralmirante Moll se emocionó hasta las lágrimas cuando contó aquellos episodios de hace 25 años.Mujica, quien fue preso de guerra de la dictadura entre 1972 y 1985, aseguró que esas cosas nosotros ya las sabíamos y se han dicho muchas veces, pero que lo diga un contralmirante, un hombre con 40 años de servicio... eso es otra cosa, tiene otra relevancia.

Consultado ayer por los periodistas, el embajador de EE.UU. en Uruguay, Christopher Ashby, calificó de ridícula la versión del marino retirado, y afirmó que no estamos ni estuvimos de acuerdo nunca con gobiernos no elegidos, militares o no militares.El ministro de Defensa de Uruguay, Raúl Iturria, dijo que todavía no tenía la versión oficial de las declaraciones del marino efectuadas en el Parlamento.Según informes de organismos de derechos humanos, más de 900 militares uruguayos asistieron a los cursos impartidos en la zona del Canal de Panamá por el Comando Sur del Ejército de EE.UU. en la llamada Escuela de las Américas."

In Clarin.com

segunda-feira, setembro 05, 2005

Uruguai 3 - Colombia 2

Foi como sempre... sofrido!!! Mas continua-se a sonhar.



PS. Fossati é um treinador medricas... parece português!!!

domingo, setembro 04, 2005

Vamo'arriba Uruguai...!!!


Há 24 anos que os Charruas não vencem os "cafeteros"... É para ganhar já daqui a uns minutos!!!