Carlos Bueno - Opinião
Ao contrário do que o próprio jogador afirma, ele não é um ponta de lança, embora possua caracteristicas similares a um homem de área, sobretudo na boa colocação e no razoável jogo de cabeça.
Técnicamente, não sendo um virtuoso, sabe dominar bem a bola, sobretudo em corrida e em toques curtos com pouco espaço.
É rápido, especialmente sem bola, e muito móvel, podendo deambular com á vontade por todas as posições de ataque, embora jogue preferencialmente pelo centro.
Em termos de remate é sem dúvida melhor no de curta distância, que efectua mais em força que colocação, mesmo que saiba como finalizar de forma artistica, conseguindo fazê-lo com ambos os pés.
Fisicamente não é muito forte e a compleição também não ajuda, mas tal como JVP é um jogador que aguenta bem as cargas e não vira a cara à luta.
No capítulo psicológico é que as coisas se complicam, uma vez que Carlos Bueno tem um carácter especial, um pouco instável, o que o leva a "desaparecer" bastantes vezes durante o jogo e inclusivé lhe granjeou fama de "tipo medio raro" na sua vida privada.
Até 2004 foi figura máxima no campeonato uruguaio e também na selecção, mas o litigio com o Penarol, que se prolongou por largos meses, e uma má adaptação a Paris, numa transferência que nunca ficou clara e é imagem de marca do seu empresário Paco Casal, o homem que domina o futebol uruguaio juntamente com sócio Enzo Francescoli, colocaram-no num limbo que pode ter complicado o seu desenvolvimento como jogador ao mais alto nível, pelo menos a curto-médio prazo.
Pessoalmente espero que Bueno se dê bem com os ares nacionais e possa lançar a sua carreira na Europa, o que certamente provocará uma maiopr aproximação entre os dois paises, nem que seja motivado pela curiosidade e pelo acompanhamento da carreira deste charrua em Portugal.

Naturalmente o Américo Vespucci, a Sagres e a Vera Cruz foram os que concentraram maiores atenções, no entanto o Miranda foi bastante solicitado e quando por lá passámos estava cheio.
Problemas organizativos à parte, a simples oportunidade de observar a imponência dos veleiros fez esquecer as dificuldades para lá chegar.
E mais uma vez foi sintomático testemunhar que entre todas as tripulações, a uruguaia era a mais bem disposta.
A Constituição foi assinada no Cabildo de Montevideo, de traça colonial e que começou a ser construído em 1804, situado na actual Plaza Matriz e onde funciona desde 1958 o Museu Historico Municipal.
Em homenagem aos patriotas do período 1828-1830 foi construído o Obelisco, monumento com 40 metros de altura, inaugurado a 25 de Agosto de 1938 e situado à entrada do Parque Batlle e da Avenida 18 de Julio, a principal avenida da cidade.
O Navio Escola Capitán Miranda, da Marinha Uruguaia, será um dos participantes e ficará fundeado, embora sujeito a confirmação, na Doca de Alcântara.
